Obras pintadas com bits
Na era digital tudo é efémero, mas a arte ainda mais. Como o recém-estreado bosque digital do Museu Nacional de Singapura. Um computador cria-o em tempo real e depois altera-o segundo o momento do dia, as estações e as interações com o público. Nada do que ocorre pode ser reproduzido. Tão fugaz como um twitte ou umas fotografias de Snapchat. É um trabalho da teamLab, um coletivo multidisciplinar japonês, especialista em moldar sonhos sob a forma de arte digital. Profissionais ultratecnológicos, desde programadores a arquitetos, com uma imaginação transbordante.
A instalação Story of a Forest é umas das estrelas do renovado Glass Rotunda e inspirou-se na fauna e flora de Singapura. Como em todos os trabalhos da teamLab, a realidade e a fantasia misturam-se, dando lugar a uma experiência semionírica, na qual o espetador se sente diminuto pela grandeza da obra que o envolve, mas protagonista porque pode interagir com ela. A obra, inaugurada em 10 de dezembro, ficará de forma permanente no museu. A permanência possível de uma arte tão efémera.
