
Paris, je t’aime
ara onde quer que olhemos, Paris seduz-nos. Poderemos sentir-nos como a Amélie ao atravessarmos as sinuosas ruas de Montmartre, revolucionarmo-nos com as histórias da Nouvelle Vague junto ao Sena ou sonhar entre as luzes das pontes que inspiraram Coco Chanel e Monet. Paris são muitas cidades numa: a da Belle Epoque, com os seus cafés encantadores; a da arte, com os seus intermináveis museus; a da moda, com as montras e fachadas de sonho. Faça um passeio pelos grandes e pequenos lugares que fizeram da capital francesa uma das mais visitadas do mundo.
Comecemos em grande. Mais concretamente a 300 metros de altura, a medida da Torre Eiffel, o monumento mais famoso da cidade e um excelente ponto de orientação. A torre foi construída em 1888 por Gustave Eiffel. Este inconfundível ícone além de oferecer uma magnífica vista panorâmica das duas margens do Sena, tem duas paragens exclusivas e tipicamente parisienses: Jules Verne, o venerado restaurante do segundo piso; e, no último, o pequeno bar Champagne.

Aos pés da Torre Eiffel estão os jardins Champ de Mars, um dos muitos espaços naturais espalhados pela cidade, ideais para um piquenique ao ar livre. Em Paris, com um pouco de queijo do Marché Bastille e um pouco de vinho, qualquer plano torna-se romântico. Nos Jardins do Luxemburgo, o piquenique será saboreado com um palácio em pano de fundo, enquanto que nos Jardins das Tulherias será acompanhado por estátuas de autores como Maillol, Rodin e Giacometti. Se procura algo mais íntimo, o Bois du Boulogne oferece um pequeno (e desconhecido) paraíso de bosques e lagos no meio de arquitetura do século XIX.
Da luz dos espaços naturais passamos à luz das obras de arte conservadas nos museus da capital gaulesa. Deixe-se iluminar pelas emocionantes pinturas de Claude Monet do Museu de Orsay e do Museu Marmottan Monet. Depois de se ter perdido entre as mais de 35.000 obras do Museu do Louvre, o museu mais visitado do mundo com o sorriso mais fotografado do mundo (Mona Lisa), esperam por si outros olhares artísticos. Das gigantescas galerias do “veleiro futurista” da Fundação Louis Vuitton, projetado pelo arquiteto Frank Gehry, à vanguarda do Palais de Tokyo, junto ao rio Sena, passando pela homenagem a grandes autores no Museu Rodin e pela casa de Victor Hugo, onde o escritor francês escreveu parte de Os Miseráveis.

Do mais elevado passamos ao mundano. O espírito do bont vivant é outro dos motivos para amar Paris, onde bares, bistrots parisiens e compras são quase elevados à categoria de arte. O rebelde Rive Gauche, na margem esquerda do Sena, é o melhor lugar para o comprovar. Famoso por alojar a Universidade da Sorbonne, nas ruas deste bairro viveram e sonharam Yves Saint Laurent, Albert Camus, os artistas provocadores da Nouvelle Vague e escritores emblemáticos como Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald e James Joyce. Fazer compras no Le Bon Marché, a loja de departamentos mais antiga de Paris, deixar-se perder entre os livros da mítica livraria Shakespeare & Company ou tomar o pequeno-almoço com um croissant acabado de fazer e um pain au chocolat sentado em alguma esplanada são prazeres insubstituíveis.

Depois de subir ao Sacré-Coeur em Montmartre e contemplar (apenas por fora devido ao incêndio) a catedral da Notre-Dame, a check list de ícones parisienses ficará concluída com um chá com biscoitos no bar do hotel Ritz, com a visita às grandes casas de moda de Chanel, Dior, Louis Vuitton, Prada ou Gucci na Avenue Montaigne e com um passeio pelo histórico corredor da Galerie Vivienne, inaugurado em 1826.
O savoir faire noturno da cidade das luzes é o último motivo que damos para fazer juras de amor eterno a Paris. Escolha entre o boémio Le Syndicat, um bar de cocktails pseudo-clandestino, ou o Crazy Horse, o irmão atrevido do Moulin Rouge, que oferece o show mais “decadente, naïf e louco” da capital francesa. Em alternativa, poderá voltar a contemplar a cidade do alto da Torre Eiffel, desta vez iluminada, e confirmar que para se apaixonar por Paris são apenas precisas uma horas ou uns instantes.









