Três safaris africanos que vão surpreender e um que não poderá deixar de fazer
uer seja num todo-o-terreno, de barco ou debaixo de água, o sul de África e as ilhas, como Madagáscar, Maurício ou Reunião, são destinos fundamentais para aqueles que queiram ver os animais mais incríveis do planeta no seu habitat natural. A máquina fotográfica não pode faltar em nenhum dos safaris que lhe propomos a seguir. E, claro, não se esqueça de manter uma distância prudente dos “modelos selvagens” que se ponham diante da sua objetiva.

Leão, elefante, leopardo, rinoceronte e búfalo. Conseguir ver – e fotografar – exemplares de todas estas espécies num único safari é um verdadeiro desafio. O Parque Nacional Kruger, no noroeste da África do Sul, é um dos melhores lugares do continente africano para o conseguir. Os dois milhões de hectares do parque estão divididos em zonas públicas – que podem ser visitadas em veículo próprio – e em reservas privadas, como Sabi Sands ou Madikwe, onde costumam chegar os viajantes que querem assegurar-se de levar para casa na máquina fotográfica os big five. As primeiras fotos podem ser tiradas em Blyde River Canyon, no trajeto de seis horas pela estrada que vai de Joanesburgo a Kruger. A maior cidade da África do Sul, que está a viver uma importante transformação, deve ser a primeira escala numa viagem por este país africano. Um safari urbano para conhecer o ambiente que se respira em bairros hipsters como Manoneng.

No oceano Índico, perto da costa sudeste de África, encontra-se Madagáscar, considerado um dos 17 países mega-diversos do mundo. Esta lista – da qual também faz parte a África do Sul – reconhece os lugares com maior índice de biodiversidade de todo o planeta. A capital de Madagáscar, Antananarivo, é um bom ponto de partida para uma viagem por esta ilha, a maior de África, separada do continente há uns 130 milhões de anos. A partir da capital podem-se fazer excursões a reservas como Peyrieras, lar de camaleões e crocodilos. Embora o animal mais procurado nesta zona seja o lémure, concretamente a espécie Indri indri, a maior de todas as que vivem na ilha. No total, nesta reserva de 15.000 hectares podem ser vistas 14 espécies diferentes deste mamífero, considerado o animal endémico mais representativo do país. E se, além disso, também estiver à procura das melhores praias do Índico, visite as ilhas satélites de Madagáscar. Em Nosy Be e Sainte Marie vai pensar ter encontrado o paraíso.

Muito mais pequena do que Madagáscar é a vizinha ilha Reunião. Nos cerca de 2500 quilómetros quadrados, a ilha aloja o pico mais alto do Índico, o Piton des Neiges (3071 metros), e outros vulcões como o Piton de la Fournaise, que ocupa quase um terço da ilha e oferece paisagens lunares espetaculares. Os quase 900 quilómetros de rotas sinalizadas da ilha são a melhor opção para os excursionistas, embora os amantes da natureza encontrem também lugares fantásticos na costa. Na reserva natural marinha que rodeia Reunião vivem mais de 3500 espécies. Entre elas, vários tipos de cetáceos. De facto, é um destino muito popular para avistar as baleias que chegam da Antártida (a melhor época é a que vai de junho a setembro). A este da ilha, em Kélonia, há um refúgio de tartarugas marinhas e terrestres, para o caso de não as encontrar ao mergulhar na barreira de coral que rodeia parte da ilha. E se quiser nadar à vontade, uma das melhores opções é a praia de Roches Noires. Perante a ausência de corais, este areal do lado este da ilha permite avançar no Índico sem limites.

O safari que lhe propomos fazer na Maurício também requer um mergulho. O litoral costeiro desta ilha das Maurícias (330 quilómetros) está rodeado por uma barreira de coral que o protege das correntes do Índico, permitindo mergulhar durante todo o ano – a temperatura da água ronda entre os 22 e 28ºC. As imersões são possíveis a pouca distância da costa e podem ser feitas mesmo por principiantes: embora se quiser explorar o ecossistema dos recifes terá de avançar no mar uns 20 minutos de barco. Alguns dos bosques de coral mais coloridos podem ser encontrados na costa sudeste da ilha onde, com um pouco de sorte, é possível cruzar-se com algum golfinho. Provavelmente os golfinhos são os animais mais procurados na Maurício depois da extinção do dodó, a ave que continua a ser o símbolo do país. Precisa ainda de mais razões para viajar até à ilha Maurício? Damos-lhe uma mais. Quando os holandeses chegaram à ilha em 1598 estavam convencidos de ter encontrado o Jardim do Éden. É uma questão de comprovar por si mesmo.









